03/04/2015

Desenhar nas estilas

Encontrámo-nos de novo, tal como há dois anos, serra acima, para desenhar nas destilarias de medronho, as "estilas" no falar serrano de Monchique.

A noite avança, a aguardente pinga... 



Terminada uma caldeirada, a borra é retirada com o grande cácero de cobre, e o alambique é limpo para receber a nova porção de massa de medronho.



De novo a cabeça é colocada, vedada com borra amassada ou com argila.
Com o lume bem alimentado, recomeça um novo ciclo de 4 horas...


O alambique mergulha o seu longo "nariz" na tina de arrefecimento que provocará a condensação.
Perto, a bomba (densímetro) e o canudo usados para controlar a graduação à saída da bica.





 Petisca-se, canta-se, joga-se às cartas. Na Quinta da Brejeira a noite é longa...



No Monte da Lameira, a poucos quilómetros, outro cácero de cobre brilhante descansa entre duas caldeiradas.



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